Plano de classificação

Forma Autorizada do Nome:Indústria Conserveira de Matosinhos. 1899-Tipo de Entidade:Pessoa ColectivaOutras Formas do Nome:Indústria conserveiraHistória:Com a construção do Porto de Leixões em 1890, Matosinhos iniciou o seu desenvolvimento industrial e urbanístico. O Ramal de Leixões é inaugurado em 1893 e ligava o Porto de Leixões à Estação da Senhora da Hora, incluída na Linha do Porto à Póvoa de Varzim e Famalicão. Ficará marcado pelo seu papel importante, no transporte de mercadorias, mais especificamente, o de peixe fresco para a cidade do Porto e Minho.
Em 1899 começou a ser construída a1ª Fábrica de Conservas, a “Lopes, Coelho e Dias e Compª Lda” e logo a seguir, no ano de 1903 a Fábrica de Conservas “Brandão Gomes”.
É após a I Grande Guerra Mundial que Matosinhos assiste a uma grande implantação por parte da indústria conserveira no seu território, passando de 2 para 54 fábricas, dedicando-se única e exclusivamente à produção de Conservas de Peixe.
É no seguimento da excessiva procura das conservas portuguesas de peixe, durante o período da II Guerra Mundial, que se dá o apogeu das exportações, levando à necessidade de obter melhorias nas construções da indústria. Eis que surge, no ano de 1939, a Fábrica de Matosinhos da “Algarve Exportador”, o modelo da segunda geração das conservas (introduziu a produção de conservas em lata pelo método do vazio, onde os soldadores faziam o fecho através da solda).
Em 1937, devido à escassez da sardinha no sul do país, a procura do peixe focou-se em Matosinhos, tornando o Porto de Leixões como o maior Porto Sardinheiro do mundo, mas apesar de terem sido feitas algumas alterações, a falta de matéria-prima aliada ao facto da estrutura do Porto de Leixões, nesta altura estar desatualizada, as transações comerciais foram-se desviando ao longo dos anos para o Porto, iniciando a queda da indústria.
Entre os anos 50 e 60 do século XX, a indústria conserveira começa a sofrer uma quebra e Matosinhos assiste à decadência da indústria das conservas e nos primeiros anos da década de 70, devido à escassez de peixe, onde esta indústria atravessa a sua maior crise.
Das 54 fábricas instaladas em Matosinhos, apenas 4 se mantêm ativas nos dias de hoje:
Conservas Portugal Norte, Lda.
Fábrica de Conservas Pinhais & Compª.
Fábrica de Conservas La Gondola, Lda.
Fábrica de Conservas Ramirez & Companhia
Funções, Ocupações e Actividades:Fábricas de conservas de peixe