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Forma Autorizada do Nome:
Casa de Abrantes. 1476-
Tipo de Entidade:
Pessoa Colectiva
História:
A Casa de Abrantes era uma casa aristocrática portuguesa com origem na família Almeida, Alcaide-mor de Abrantes, e cujas honras e patrimónios foram sendo sucessivamente herdados pela família Sá, Condes de Penaguião e, finalmente, pela família Lancastre e Castel-Branco, Condes de Vila Nova de Portimão.
Atualmente, esta casa está no ramo dos Lancastre e Távora.
Em 1476, D. Afonso V de Portugal outorgou a D. Lopo de Almeida (descendente por via ilegítima de D. Pedro I de Portugal) o título de Conde de Abrantes, título que se extinguiu com a morte, sem descendência, do 4º Conde de Abrantes, D. Miguel de Almeida, um herói da Restauração. Contudo era em 1585 titular do título de Marquesa de Abrantes D. Marta Francisca madrinha de D. Maria Roíz.
Pelo casamento da herdeira dos Condes de Abrantes, D. Isabel de Mendonça, com João Rodrigues de Sá (feito 1º Conde de Penaguião em 1583 por Filipe I de Portugal) a representação do título de Conde de Abrantes, passou para a família Sá.
Francisco de Sá e Menezes (1640-1677), 4º Conde de Penaguião, foi feito 1º Marquês de Fontes em 1659 por D. Afonso VI de Portugal, título que acabou por ser trocado, já em 1718, pelo de Marquês de Abrantes - por vontade expressa de D. João V de Portugal, a prestigiada designação de Abrantes foi assim restabelecida nesta nobilíssima Casa, desta feita com o título de Marquês.
Por duas vezes, e a título excecional, duas marquesas de Abrantes foram agraciadas com o título de Duquesa de Abrantes (em vida) por serem Camareiras-mor da rainha de Portugal, o mais alto cargo palatino exercido por uma mulher:
- Em 1753, o rei D. José I agraciou a 3.ª marquesa de Abrantes, Ana Maria Catarina Henriqueta de Lorena, como 1.ª Duquesa;
- Em 1757, o mesmo aconteceu com sua filha, Maria Margarida de Lorena, 4.ª marquesa de Abrantes, feita 2.ª Duquesa.
Com a morte, sem descendência, da 2.ª Duquesa e 4ª. Marquesa de Abrantes, a representação da Casa de Abrantes veio a cair na família Lencastre, Condes de Vila Nova de Portimão (descendentes do infante D. Jorge de Lencastre, 2.º Duque de Coimbra).
O casamento da herdeira dos Lencastre, Isabel de Lencastre e Menezes, com Manuel Rafael de Távora, deu origem ao ramo dos Lencastre e Távora (ou Lancastre e Távora) que atualmente representam esta nobilíssima Casa: José Maria da Piedade de Lencastre e Távora (nascido em 1960) reclama, entre outros títulos, o de 11.º Marquês de Abrantes.
Títulos usados por membros da Casa de Abrantes:
- Conde de Abrantes - outorgado por D. Afonso V em 1476, extinto em 1650 pela morte do 4.º Conde;
- Conde de Vila Nova de Portimão - outorgado por D. Manuel I em 1504;
- Conde de Matosinhos e São João da Foz - outorgado pelo Cardeal-Rei D. Henrique I em 1580;
- Conde de Penaguião - outorgado por Filipe I de Portugal em 1583;
- Marquês de Fontes - outorgado por D. Afonso VI em 1659 e substituído em 1718;
- Marquês de Abrantes - outorgado por D. João V em 1718;
- Duque de Abrantes - outorgado por D. José I em 1753, extinto em 1780 com a morte da 2.ª Duquesa.
Funções, Ocupações e Actividades:
Condes de Abrantes
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