Plano de classificação

Forma Autorizada do Nome:Grémio dos Industriais de Conservas de Peixe do Norte. 1935-1975 Tipo de Entidade:Pessoa ColectivaOutras Formas do Nome:GICPNHistória:Em 1935, na lógica corporativa do Estado Novo, serão criados os grémios dos Industriais e a criação do Instituto Português de Conservas de Peixe, um organismo de coordenação económica que tinha por objetivo a orientação e coordenação de todo o sector conserveiro, para disciplinar e promover a sua capacidade produtiva.

A organização económica do Estado Novo baseava-se num sistema corporativo em que as negociações eram realizadas entre sindicatos dos trabalhadores (controlados pelo estado) e os grémios dos empresários.

Assim sendo, em 1935 são criados os Grémios dos Industriais de Conservas (do Norte, do Centro, de Setúbal e do Algarve).

Após a I Guerra Mundial, Matosinhos assiste à implantação por parte da indústria conserveira no seu território, passando de duas para cinquenta e quatro fábricas, dedicando-se então, única e exclusivamente à produção de conservas de peixe, fundamentalmente, nos produtos de sardinha com molhos.

É no seguimento da excessiva procura das conservas portuguesas de peixe, durante o período da II Guerra Mundial, que se dá o apogeu das exportações, levando à necessidade de obter melhorias nas construções da indústria.

As mais de 50 fábricas de conservas em Matosinhos e Leça empregavam sobretudo jovens mulheres. Cada uma destas operárias possuía uma Caderneta de Identificação onde constavam diversos dados sobre a trabalhadora e uma Ficha Operária onde eram registadas as entradas e saídas das fábricas de conservas, os motivos da saída e outros dados relativos ao comportamento da operária.

Por despacho de 23/06/1975 é fixada a data da extinção efetiva dos Grémios dos Industriais de Conservas de Peixe do Norte, Centro, Setúbal, Barlavento e Sotavento do Algarve e do Grémio dos Exportadores de Conservas de Peixe.
Funções, Ocupações e Actividades:Indústria Conserveira