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Forma Autorizada do Nome:
Suggia, Guilhermina. 1885-1950, violoncelista
Tipo de Entidade:
Pessoa Singular
História:
Guilhermina Suggia nasceu a 27 de Junho de 1885, filha de Elisa Augusta Xavier e Augusto Jorge de Medin Suggia. Terá começado a estudar música aos 5 anos, tendo por primeiro professor o próprio pai. Jovens ainda, já Guilhermina ao violoncelo e a sua irmã Virgínia (3 anos mais velha) ao piano, eram conhecidas e convidadas para atuar no seio do mundo cultural portuense. Com apenas 13 anos era violoncelista principal da Orquestra da Cidade do Porto, tocando também com o quarteto de cordas Bernardo Moreira de Sá. É nessa altura que o pai consegue que ela tenha umas aulas com o famoso violoncelista catalão Pablo Casals. Aos 15 anos, a rainha Dona Amélia concedeu-lhe uma bolsa de estudo, o que possibilitou a ida, acompanhada pelo pai, para o Conservatório de Leipzig, na Alemanha. A sua apresentação histórica foi no Concerto Comemorativo do Aniversário da Orquestra Gewandhaus em 26 de Fevereiro de 1903. Nunca um intérprete com apenas 17 anos havia atuado com a orquestra, muito menos como solista e ainda por cima do sexo feminino. O êxito foi fulgurante e, face aos pedidos do público, e quebrando todas as regras vigentes, o maestro pediu-lhe que repetisse toda a sua atuação. Iniciava-se aqui o seu sucesso internacional. A vida de Guilhermina transforma-se radicalmente e, a partir dessa altura, é acolhida nas salas de concerto por toda a Europa, na Suíça, Haia, Bremen, Amesterdão, Paris, Mainz, Bayreuth, Praga, Viena, Berlim, Rússia, Roménia onde o sucesso foi tão fulgurante que o público lhe chamava em coro “Paganina” (referindo-se ao eterno Paganini). Em 1906, em Paris, reencontra Pablo Casals e inicia um romance que encheu as páginas dos jornais. Todavia em 1913, o casal de que “todos falavam”, separa-se de uma forma abrupta por motivos que se supõe terem sido passionais. Guilhermina vai viver para Londres que se torna assim o centro da sua atividade musical. As críticas da altura referem que os aplausos eram estrondosos, ressoando nas salas com assistências enfeitiçadas. Suggia, mais do que aplaudida, era aclamada. Em 1923 o pintor inglês Augustus John haveria de deixar na tela para a posteridade um pouco da fibra e da atitude interpretativa de Guilhermina durante as suas atuações. Conforme o próprio relatou, durante as sessões no seu atelier, Suggia tocava Bach. É divino o momento que o pintor capta. Coloca-lhe, por isso, um fantástico vestido vermelho. Em 1927 casa com o médico José Casimiro Carteado Mena e nos anos 30 regressa de vez ao Porto reforçando os laços musicais com compositores e intérpretes portugueses. Em 1949, Guilhermina com sinais visíveis de uma doença fatal que a afetava, cria o Trio do Porto, constituído por ela, pelo violinista Henri Mouton e pelo violetista François Broos. Em 31 de Maio de 1950 toca pela última vez em público, num recital no Teatro Aveirense, para os sócios do Círculo de Cultura Musical de Aveiro. Em Junho foi sujeita a uma cirurgia em Londres mas foi detetado um cancro incurável. Recebe, entre outros, um bilhete e flores da Rainha de Inglaterra. Aceitando o inevitável, preparou o seu regresso ao Porto onde veio a falecer em casa na noite de 30 de Julho de 1950.
Funções, Ocupações e Actividades:
Violoncelista
Regras e/ou Convenções:
CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS — ISAAR(CPF): Norma Internacional de Registos de Autoridade Arquivística para Pessoas Colectivas, Pessoas Singulares e Famílias. Trad. Grupo de Trabalho para a Normalização da Descrição em Arquivo. 2.ª ed. Lisboa: Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, 2004, 79 p.
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